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Dormidas na Região cresceram 9,8% em 2016


As dormidas na Região Autónoma da Madeira (RAM) cresceram 9,8% em 2016. Superaram as 7,3 milhões de dormidas. Os proveitos totais e de aposento acompanharam este crescimento de 16,2% e de 17,4%, respetivamente, em comparação com 2015. O número de hóspedes em 2016 atingiu os 1.153.245 turistas, a representar +12,1 pontos percentuais que no ano anterior.
Os proveitos totais ascenderam aos 376,1 milhões de euros e os proveitos de aposento e 241,1 milhões de euros. Estas três componentes da hotelaria madeirense, além de evidenciarem uma subida no ano passado têm a particularidade de constituírem um novo máximo histórico nestas variáveis.
Este crescimento continua este ano. O número de hóspedes na hotelaria da RAM cresceu 9,6% nos primeiros três meses do corrente ano em comparação com período homólogo de 2016. No primeiro trimestre de 2017, a hotelaria atingiu os 289.303 hóspedes.
O mercado nacional foi responsável por 50.546 hóspedes e teve uma subida de 7,3%, enquanto o mercado internacional atingiu os 238.757 hóspedes e cresceu 10,2%.
No referido período, a hotelaria contou com um total de 1.524.277 dormidas, com uma variação homóloga acumulada de 4,5%. O mercado nacional foi responsável por 119.595 dormidas (+-2%) e o internacional registou 1.404.682 dormidas (+5%).
A estada média no trimestre foi de 5,3 noites e traduz uma quebra de 4,7% em comparação com o primeiro trimestre de 2016.
A taxa líquida de ocupação-cama foi de 62,1% e traduziu um incremento de 3,4%.
Os proveitos totais atingiram os 77,3 milhões de euros (+9%) e os proveitos por aposento chegaram aos 49,9 milhões de euros, a representar +9,4%.
Finalmente, o rendimento médio por quarto (RevPAR) foi de 41,84 euros (+10,6%).

Conjugação de factores

O hoteleiro e presidente do Secretariado Regional da Madeira da Ordem dos Economistas diz que saber de quem são os louros do crescimento turístico “não é questão que me preocupe”. Acredita que aconteceu por “uma conjugação de vários fatores. Agora questiona “a capacidade que temos de ter para prolongar isto no tempo e na fórmula certa para que isso aconteça”.​
Noutro ponto, André Barreto considerou ser “ótimo este aumento da oferta por via do crescimento do Alojamento Local, que terá necessariamente de sofrer alterações muito em breve e noto, não com o mesmo agrado, o aparecimento de cada vez mais oferta "All Inclusive", que responde a uma moda​ de consequências ainda por medir”.
Quanto a sintonias entre as diversas entidades, assim como da generalidade da população, para a questão da defesa do que é autêntico e que perpetue o património histórico do destino Madeira, responde que “não existe sintonia, pura e simplesmente​”. Disse que aqui “discutem-se não os louros mas as culpas, sendo que com exceção da retórica política (que abrange todos os quadrantes e não só os governantes), na prática o que se assiste é a uma incongruência total. O património histórico e a autenticidade não se protegem com regras absurdas e impraticáveis em relação às intervenções que podem fazer-se naquilo que está edificado e tem interesse a esse nível; protege-se igualmente ou sobretudo com regras claras e nada maleáveis em relação ao que se deixa construir de novo”.
André Barreto continua a considerar que “a rentabilidade do destino é bastante baixa e abaixo do desejável”.​ E à questão se a Madeira é destino para um turismo sénior ou jovem e se é possível conciliar os dois, admitiu ser capaz de ser possível conciliar os dois “embora me escape o porquê dessa eventual decisão. Sou muito mais favorável a opções claras, mesmo que não coincidentes com aquilo que eu possa entender ser a melhor opção. A indefinição ou, pior, a vontade de ser tudo redunda normalmente em coisa nenhuma, o que tem consequências nefastas”.

Trabalho de todos

Por seu turno, Gabriel Gonçalves, delegado da Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo na Madeira considera que 2016 foi um ano “claramente fantástico” para o Turismo da Madeira e que isso “foi fruto de um trabalho de todos os stakeholders desta indústria”.
Em relação à sintonia das diversas entidades, assim como da generalidade da população, para a questão da defesa do que é autêntico e que perpetue o património histórico do destino Madeira, o agente de viagens diz que “existe nos dias de hoje uma maior consciencialização por parte de todas as pessoas para preservar aquilo que é a história de todos nós, em sermos autênticos e passarmos aquilo que fomos, que somos e que  continuaremos a ser como povo como destino, como cultura, e perdermos o medo de nos mostrarmos como somos sem termos que por vezes nos embrulharmos em trajes de modernidade e cópias baratas de algo que não traduz a essência do madeirense”. Sublinhou a necessidade para estarmos atentos, “pois em situações de adversidade é fácil embarcarmos em modelos mais fáceis desvirtuando o princípio da autenticidade”.

Quanto a ser um destino para um turismo sénior ou jovem considera que a Madeira é cada vez mais um destino para todos porque “soube se posicionar para  atrair as mais variadas camadas etárias. A Madeira hoje e um destino completo”.

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