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Floresta Laurissilva aumentou 5,9% em 2025 face a 2015

Chão da Ribeira (Francisco Correia)

A superfície florestal da Região Autónoma da Madeira (RAM) ascende a 37,5 mil hectares, segundo dados disponibilizados pelo Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, no âmbito do 3.º Inventário Florestal da RAM (novembro de 2025).
Esta realidade evidencia um aumento face a 2015, de 9,1%, ano em que totalizava 34,4 mil hectares.

No que respeita às componentes da floresta da RAM, a floresta cultivada (19,6 mil hectares em 2025) predomina, sobre a floresta natural (16,4 mil hectares), representando 52,2% do total em 2025, acima dos 49,3% de 2015.
Por sua vez, a floresta natural corresponde a 43,8% do total (44,6% em 2015).
Por fim, a parcela das outras áreas arborizadas tem uma área de 1,5 mil hectares, representando 4,0% do total (6,1% em 2015).

Dentro da floresta natural, a Laurissilva (16,1 mil hectares) destaca-se, representando, em 2025, 98,0% da floresta natural e 42,9% do total da floresta da RAM.
A área de Laurissilva cresceu 5,9% entre 2015 e 2025.
Considerada pela UNESCO como Património da Humanidade, em 1999, a floresta Laurissilva é um tesouro natural sem par. Percorra as veredas e levadas que a cruzam e usufrua do privilégio de se conectar a esta mancha verde madeirense.

Eucalipto galga terreno

Na floresta cultivada, destacam-se os povoamentos (19,2 mil hectares em 2025), que correspondem a 98,1% da floresta cultivada e 51,2% da floresta total, e que cresceram 14,1% entre 2015 e 2025.

Dentro deste grupo, as espécies que mais se evidenciam são o eucalipto, a acácia e o pinheiro-bravo. 
O eucalipto apresentou um crescimento entre 2015 e 2025, passando de 7,3 mil hectares em 2015 para 10,2 mil hectares em 2025, reforçando o seu peso relativo na estrutura florestal da RAM (27,1% do total em 2025). 

A acácia aumentou de forma expressiva, de 2,4 mil hectares em 2015 para 4,1 mil hectares em 2025. 

Pinheiro-bravo reduz devido a praga

O pinheiro-bravo, por sua vez, registou uma redução, passando de 4,1 mil hectares em 2015 para 2,3 mil hectares em 2025, perdendo expressão no conjunto da floresta da RAM (6,2% em 2025 face a 12,0% em 2015), o que é justificado pela praga do Nemátodo-da-madeira-do-pinheiro.

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