Proveitos totais crescem 9% em janeiro na Madeira
Os proveitos totais e os proveitos de aposento no alojamento turÃstico na Região Autónoma da Madeira (RAM) registaram em janeiro último crescimentos homólogos de 8,8% e 8,0%, respetivamente, fixando-se, pela mesma ordem, em 54,7 milhões de euros e 37,2 milhões de euros.
No conjunto do PaÃs, e no mesmo mês, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram igualmente um crescimento em termos homólogos, ainda que de menor intensidade, situando-se ambos em +5,6%.
Por outro lado, o destino registou, no referido mês, a entrada de 137,4 mil hóspedes, os quais geraram 772,8 mil dormidas, traduzindo-se em variações homólogas opostas: +3,1% nos hóspedes entrados e -0,4% nas dormidas.
O segmento da hotelaria concentrou 69,9% das dormidas (540,2 mil), decrescendo 3,2% em termos homólogos.
Já o alojamento local (28,0% do total) subiu 7,4%, enquanto o turismo no espaço rural (2,1% do total) desceu 0,2%.
De notar, que a se confirmar esta tendência nas revisões futuras dos dados de janeiro de 2026, a mesma constituirá a primeira quebra no número de dormidas na Região desde abril de 2021, altura em que a pandemia da COVID-19 penalizava fortemente a atividade turÃstica em todo o Mundo.
Para efeitos de comparabilidade com os dados divulgados pelo INE, é necessário excluir o alojamento local com menos de 10 camas, sendo que, segundo esta lógica de apuramento de resultados, as dormidas do alojamento turÃstico registaram um decréscimo homólogo de 3,0%, variação contrária à verificada a nÃvel nacional (+2,0%).
Em janeiro, os maiores aumentos no número das dormidas registaram-se no Norte (+8,2%) e no Centro (+5,6%). Em sentido contrário, a RA Açores e o Algarve apresentaram os decréscimos mais acentuados (-5,8% e -4,7%, respetivamente). A Grande Lisboa (30,2%) e o Norte (19,5%) concentraram a maior proporção de dormidas.
A taxa lÃquida de ocupação-cama do alojamento turÃstico na Região, no mês em referência, foi de 49,6%, -3,8 pontos percentuais (p.p.) face ao observado no mês homólogo (53,4%). Por sua vez, a taxa de ocupação-quarto atingiu os 57,5% (62,5% em janeiro de 2025).
No mês de janeiro de 2026, a estada média no conjunto do alojamento turÃstico fixou-se em 4,72 noites (4,93 em janeiro de 2025). Os valores mais elevados continuam a ser observados na hotelaria (4,77 noites) e no alojamento local (4,70 noites), seguidos pelo turismo no espaço rural, que apresenta a estada média mais baixa, com 3,66 noites.
De realçar que os 10 principais mercados emissores representavam 82,2% do total das dormidas registadas em janeiro de 2026. Destacaram-se, com um peso superior, o Reino Unido (20,1% do total; -5,2% que em janeiro de 2025), a Alemanha (19,0%; -4,3%) e Portugal (17,8%; +19,2%). Na quarta posição, em termos de peso relativo no total de dormidas, encontrava-se o mercado polaco (9,5%; -9,3%), seguido pelo mercado neerlandês (3,5%; +0,8%).
No mês de janeiro de 2026, o rendimento médio por quarto disponÃvel (RevPAR) rondou os 64,91 euros no conjunto do alojamento turÃstico (excluindo o alojamento local abaixo das 10 camas), +2,8% que no mesmo mês do ano precedente. Por sua vez, o rendimento médio por quarto utilizado (ADR) no alojamento turÃstico passou de 101,09 €, em janeiro de 2025, para 112,83€, em janeiro de 2026 (+11,6% de variação homóloga).

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