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Madeira destaca-se na evolução no emprego feminino


O aumento da participação feminina no mercado de trabalho revela um país a várias velocidades, com a Região Autónoma da Madeira a registar um crescimento de 5,3% no último trimestre de 2025. Outra área a conhecer evolução positiva foi a região região Centro, com +5,9%.
Por sua vez, o Algarve registou um crescimento de 3,9% e a Grande Lisboa 3,2%, mantendo uma trajetória de subida sólida. 
Em contraste, apresenta-se com um ritmo mais moderado o Alentejo, com aumento de 1%, e o Norte, na ordem de 0,8% de crescimento.
Apesar destas variações, os dados do INE confirmam que Portugal caminha para uma representação paritária em termos de volume de força de trabalho em quase todo o território. 

Mulheres são 49,5% da população ativa

Atualmente, a média nacional de mulheres na população ativa fixa-se nos 49,5%, sendo que em regiões como a Grande Lisboa, a Península de Setúbal e o Algarve as mulheres já representam metade ou a maioria da população ativa.
Este cenário de equilíbrio quantitativo acentua o contraste com as desigualdades que persistem ao nível qualitativo, nomeadamente na remuneração e no acesso a cargos de decisão.
São números que surgem no âmbito do Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de março, desenvolvidos pela Claire Joster People first.
A empresa do Grupo Eurofirms People first, especializada em Executive Search, analisou os indicadores mais recentes do mercado laboral português. 
Embora a população ativa feminina tenha atingido um recorde histórico de 2,8 milhões de mulheres no último trimestre de 2025, representando um crescimento de 2,6% face ao ano anterior, as barreiras estruturais permanecem evidentes. 
A taxa de desemprego feminina (6,5%) continua a ser superior à dos homens (6%), refletindo dificuldades persistentes na integração plena do talento feminino e evidenciando uma maior dificuldade na absorção do talento feminino pelo mercado laboral.

Quebra de estereótipos

A análise revela também uma mudança gradual na distribuição ocupacional. Se, por um lado, as atividades de saúde humana e apoio social continuam a ser o principal empregador feminino, representando 16,7% do total de mulheres empregadas, verificam-se subidas expressivas em áreas tradicionalmente masculinas. A presença feminina no setor da construção disparou 22,2% e nas atividades imobiliárias cresceu 16,9%, sinalizando uma nova dinâmica na ocupação de funções habitualmente segregadas.

Fosso salarial e as barreiras no acesso à gestão

A remuneração continua a ser um dos principais campos de desigualdade, com as mulheres a ganharem, em média, 15,4% menos do que os homens. Este desequilíbrio é particularmente crítico em funções onde a desigualdade de género é mais acentuada: nos postos de operação de instalações e máquinas, as mulheres ganham menos 25%; nas funções de técnicos e profissões de nível intermédio, a disparidade é de 22,3%; já nos cargos de direção e gestão, a diferença salarial atinge os 18,7%.

Eurofirms destaca-se com 81% de liderança feminina

Contrariando a tendência do mercado nacional, os dados internos do Grupo Eurofirms em Portugal revelam um cenário de paridade efetiva: atualmente, 76% dos cargos da multinacional são ocupados por mulheres.
Esta representatividade é ainda mais expressiva nos níveis de tomada de decisão, onde a liderança feminina representa 81%, garantindo um acesso significativo a funções de responsabilidade. A análise interna sugere, ainda, que a consolidação da paridade se afirma sobretudo nas fases mais avançadas da carreira, observando-se um equilíbrio maior nos cargos de liderança sénior, entre os profissionais com mais de 50 anos.

Fosso salarial mostra progresso é lento

Para Sílvia Coelho, National Leader da Claire Joster em Portugal, “os números recorde de participação feminina são positivos, mas o fosso salarial e a menor presença em cargos de gestão a nível nacional mostram que o progresso é lento”. “No entanto, na Eurofirms, apresentamos 81% de liderança feminina, demonstrando que a competência não tem género e que a equidade é um pilar fundamental para o sucesso e sustentabilidade de qualquer organização”, reforça a National Leader.

A Eurofirms People first

A Eurofirms People first é uma multinacional de gestão de talento. Foi criada em Espanha, há mais de 35 anos, e ajuda as pessoas a encontrar emprego e as empresas a encontrar talento, com uma forma de trabalhar que nos define: People first. 

Com 1.700 profissionais em sete países e uma rede de 170 escritórios, oferece soluções de staffing, seleção, outsourcing, headhunting, executive search, e desenvolvimento de pessoas. Além disso, através da Eurofirms Foundation, promove a inclusão laboral de pessoas com deficiência, facilitando mais de 9.000 contratações e contribuindo para uma sociedade mais justa e inclusiva.

Em Portugal, a Eurofirms está presente desde 2013, contando atualmente com 24 escritórios e mais de 230 pessoas na equipa de estrutura.  

A sua cultura prioriza as pessoas e baseia-se em três valores: respeito, responsabilidade e transparência. Acredita que as relações de confiança, o bem-estar e o compromisso são a base de qualquer projeto sustentável, e aplica essa filosofia a tudo o que faz. Todos os dias gera oportunidades laborais para mais de 30.000 pessoas e colabora com mais de 5.000 empresas, procurando sempre o melhor ajuste entre talento e organização. Para além de preencher vagas, acompanha as empresas na criação de equipas alinhadas com a sua cultura e o seu propósito.

A Eurofirms People first, Claire Joster e Eurofirms Foundation são as marcas que fazem parte do grupo, refletindo um modelo de gestão de talento que combina crescimento empresarial com impacto social.

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