As jóias escondidas da Zona Velha
A "Estrada Regional", do JM-Madeira, desbrava o núcleo histórico de Santa Maria Maior, revelando que entre ruelas antigas e calhau de basalto, a capital madeirense oferece uma fusão vibrante entre tradição e modernidade cosmopolita.
Na edição de hoje do JM, Diogo Anastácio de Sousa, inserido no projeto Estrada Regional, revela que aquela área da cidade renascida por João Carlos Abreu, não é apenas o reduto do "peixe fresco e poncha".
Sob o mote "Não sejas ovelha, bebe e come na Zona Velha", aponta que uma nova vaga de espaços está a redefinir a experiência de quem visita a freguesia de Santa Maria Maior.
O percurso recente da equipa do JM revela um roteiro que vai do requinte de um forte seiscentista ao ambiente descontraído de um bar de praia.
Requinte nas Muralhas: O Restaurante do Forte
A reportagem refere que no icónico Forte de São Tiago, a gastronomia eleva-se a um patamar de luxo acessível. Luderado pela Chef Sara Vieira, o Restaurante do Forte destaca-se por pratos que são obras de arte, como o "Carpaccio de Polvo" e o "Wellington de Cordeiro".
A experiência culmina em sobremesas de autor, como o "Fondant de Chocolate Negro" e o "Soufflé de Maracujá", servidos num cenário onde as janelas das muralhas emolduram o Atlântico.
O sabor do vulcão no basalto
Mais próximo do mar, o autor escreve que o restaurante "Basalto" faz uma homenagem direta à geologia da ilha.
O espaço minimalista contrasta com a explosão de sabores regionais reinventados. Os destaques recaem sobre o "Tártaro de Atum" fresquíssimo, as "Cavalas Marinadas" e a clássica "Espada com Vinha d’Alhos". Para fechar, a "Mousse de Chocolate da Casa*"com raspas de laranja é descrita como paragem obrigatória.
Descontração "Fora da Caixa" na Barreirinha
Para quem procura um ambiente mais "cool" e cosmopolita, aponta que o "Barreirinha Bar Café" continua a ser o ponto de encontro por excelência.
Localizado junto ao complexo balnear, sublinha que o espaço é famoso pelos seus hambúrgueres generosos — com opções que vão do clássico bacon ao vegetariano — e pelos cocktails criativos.
O destaque da visita foi o "Mocktail Moralista" (sem álcool) e os mojitos de maracujá, sempre acompanhados pela curadoria musical de DJs locais que dão o ritmo ao final de tarde madeirense.
Diversidade à mesa
O roteiro sublinha ainda a abertura do Funchal a sabores do mundo, mencionando passagens pelo "Ramen Shifu", para os amantes da cultura pop japonesa, e pela "Pizza da Estrada Regional", que traz influências italianas para o coração da ilha.
Diogo Anastácio de Sousa conclui o trabalho de 4 páginas enaltecendo que a viagem pela Zona Velha provou que o centro histórico está mais vivo do que nunca, equilibrando a herança do passado com uma oferta gastronómica que não tem medo de arriscar e inovar.

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