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Ligações aéreas do Porto Santo ultrapassam partidos



O Presidente da Câmara Municipal do Porto Santo, Nuno Batista, lançou um forte alerta sobre a atual situação da mobilidade aérea na ilha, classificando a instabilidade das ligações com o Funchal como um problema humano que ultrapassa o debate partidário. Em foco estão os sucessivos cancelamentos da operação da Binter e a discussão em torno do Subsídio Social de Mobilidade.

Cancelamentos em Série: 33 voos desde janeiro

O autarca revelou números preocupantes sobre a fiabilidade da linha Porto Santo-Funchal. Segundo Batista, desde o início de 2025 já se registaram 33 cancelamentos, cinco dos quais ocorreram apenas na última semana.

Nuno Batista aponta o dedo à operadora, sugerindo que os porto-santenses estão a ser prejudicados por opções estratégicas da companhia.

"Quando vemos que outras rotas da Binter continuam a funcionar com normalidade, percebemos que há aqui uma escolha. E essa escolha não pode ser feita à custa dos porto-santenses", afirmou.

Para o presidente, estas falhas não são meras estatísticas, mas sim "pessoas que falham consultas, compromissos e momentos importantes". Batista lamentou ainda as críticas que tentam desvalorizar a situação como "encenação", reiterando que o sentimento de indignação da população é real e não fruto de "ruído político".

Impasse do Subsídio de Mobilidade

Sobre o Subsídio Social de Mobilidade, o líder do executivo porto-santense apelou à "responsabilidade" e ao equilíbrio na definição de regras, nomeadamente quanto à imposição de um teto máximo nos preços das passagens.

A Preocupação: Nuno Batista admite que a ausência de limites pode inflacionar os preços.

 O Risco: Alerta, contudo, que decisões "mal calibradas" podem levar à redução da oferta de lugares e voos.

A Solução: Defende que a mobilidade exige articulação e decisões que garantam que o sistema funciona na prática, e não apenas através de slogans.

"Quem vive no Porto Santo sabe"

Nuno Batista concluiu a sua intervenção reforçando que a ilha não pode continuar a viver na incerteza. O autarca insiste que o debate deve centrar-se em soluções concretas para quem depende do avião para estudar, trabalhar ou aceder a cuidados de saúde, sob pena de deixar os residentes do Porto Santo "para trás".

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