Voos para a Terceira borregam
A nova ligação direta da SATA entre os arquipélagos dos Açores e da Madeira, que deveria ligar a Terceira a Santa Cruz, sofreu um revés de última hora, numa altura em que o anúncio da rota já estava envolto em polémica devido aos horários de madrugada.
Assim, a tão aguardada operação aérea direta entre foi oficialmente adiada. De acordo com informações avançadas, o atraso deve-se a "razões de natureza processual" que impediram o arranque da rota na data prevista. Este novo serviço, que visa reforçar a coesão territorial entre as duas regiões autónomas, terá agora de aguardar pela resolução dos trâmites administrativos para que os aviões possam finalmente descolar.
Horários de madrugada sob fogo cruzado
Contudo, o adiamento não é o único obstáculo que esta operação enfrenta junto da opinião pública. Antes mesmo do primeiro voo, já se faziam ouvir críticas severas quanto ao planeamento dos horários.
A proposta de realizar as ligações em períodos de madrugada tem sido alvo de contestação por parte de potenciais passageiros e agentes do setor.
O principal argumento dos críticos prende-se com o desconforto e a falta de conveniência de viajar em horários considerados "proibitivos", que obrigam os passageiros a deslocações aos aeroportos em plena noite e dificultam a logística de transportes e alojamento à chegada.
Para muitos, o benefício de uma ligação direta — que encurta significativamente a distância entre a Terceira e a Madeira — acaba por ser mitigado por um horário que não serve as necessidades de quem viaja em lazer ou em negócios.
Expectativa pelo novo calendário
Com o processo agora em fase de revisão, espera-se que as entidades envolvidas possam não só ultrapassar as barreiras burocráticas, mas também reavaliar a viabilidade dos horários face às críticas recebidas.
Por agora, os passageiros que aguardavam esta ponte aérea entre o grupo central dos Açores e a Madeira terão de continuar a recorrer às ligações via São Miguel ou esperar pelo anúncio de uma nova data oficial e, possivelmente, de um horário mais ajustado à realidade do mercado.
Existe um histórico de contestação em rotas regionais (frequentemente operadas pela SATA ou em regime de serviço público) quando os slots atribuídos obrigam a partidas ou chegadas entre as 00h00 e as 06h00, alegando-se que tal prejudica o turismo e o descanso dos residentes.
Os voos desta nova ligação direta entre a Terceira e a Madeira estavam previstos para horários que obrigavam a uma logística de madrugada, o que motivou a contestação mencionada.
Voos de madrugada
De acordo com o planeamento avançado para esta operação, a artida da Terceira (Lajes), estava prevista para as 04h35. A chegada à Madeira corria por volta das 06h40.
No sentido inverso, a partida da Madeira também acontecia em horários precoces para permitir que a aeronave regressasse à base ou seguisse para outros destinos na rede regional.
As críticas focaram-se sobretudo no facto do horário obrigar os passageiros a estarem no aeroporto muito cedo, o que é considerado pouco funcional para o tráfego turístico e penalizador para os residentes, especialmente em rotas que visam aproximar os dois arquipélagos.

Sem comentários