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Benoît diz que a alma da sua cozinha reside na ligação aos produtores locais


O chef Benoît Sinthon, do restaurante Il Gallo d’Oro, detentor de 2 estrelas Michelin, reforça o seu compromisso com a valorização dos produtos locais e deixa transparecer a ambição de alcançar a terceira estrela.

Convidado do espaço 'Plaza Com', Benoît Sinthon partilhou o seu percurso desde a chegada à Madeira em 1994, sublinhando que a chave do sucesso tem sido a adaptação do seu saber francês à realidade e às matérias-primas do arquipélago.

Num trabalho publicado no JM, Sinthon confidencia que a alma da sua cozinha reside na ligação profunda aos produtores locais e à sazonalidade. Destaca que o clima e a localização atlântica da ilha conferem um sabor superior ao peixe, marisco e legumes da horta.

Mais referiu que a 2.ª estrela Michelin foi o reconhecimento de uma cozinha de autor genuinamente ligada ao território, fugindo de uma simples reprodução da culinária francesa.

Evidenciou que o grupo PortoBay mantém uma horta própria há cerca de 10 anos, garantindo que os ingredientes chegam à mesa com a máxima frescura.

Embora sem assumir a meta de forma direta, o chef deixou claro que o Il Gallo d’Oro trabalha diariamente sob uma pressão de evolução constante, focada na criatividade, disciplina e paixão. "Todos os anos temos de revalidar os nossos prémios. Isso torna-se um grande desafio, mas também é muito interessante", afirmou.

O chef francês, que hoje se considera "madeirense", nota com satisfação o aumento de restaurantes distinguidos pelo Guia Michelin na região e o surgimento de jovens talentos interessados em trabalhar com o produto local, seja ele "do mar, da horta ou da serra". Sinthon defende uma gastronomia que respeite os ciclos naturais, criticando o consumo de produtos fora de época que perdem a sua essência e sabor.

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