Madeira tem uma população ativa de 142,3 mil pessoas
A Região Autónoma da Madeira registou, no 1.° trimestre de 2026, os melhores indicadores de emprego da sua história estatística recente.
Segundo dados divulgados pela Direção Regional de Estatística (DREM) e pelo INE, a região atingiu um máximo histórico de 135,9 mil pessoas empregadas, aproximando-se do que os especialistas definem como "pleno emprego".
A convergência de dados positivos desenha um cenário de dinamismo acentuado no mercado de trabalho madeirense:
Taxa de desemprego: Fixou-se nos 4,5%, o valor mais baixo desde 2011. Esta é a taxa mais baixa de Portugal, situando-se 1,6 pontos percentuais abaixo da média nacional (6,1%).
População empregada: O total de 135,9 mil trabalhadores representa um aumento de 8,7 mil pessoas em comparação com o mesmo período de 2025.
População ativa: Atingiu também um novo máximo de 142,3 mil pessoas, demonstrando que há mais residentes a entrar no mercado e a procurar trabalho.
Taxa de atividade: Subiu para 62,6%, o valor mais alto da série histórica.
Setores e estabilidade contratual
O crescimento do emprego na Madeira está a ser impulsionado pelo setor dos serviços, que concentra 114,2 mil postos de trabalho.
Dentro deste setor, destacam-se:
Alojamento e restauração (20,9 mil)
Comércio (18,9 mil)
Saúde e apoio social (14,6 mil)
Um dado relevante para a economia regional é o aumento da estabilidade: os contratos sem termo (efetivos) ultrapassaram pela primeira vez a marca dos 100 mil, um sinal de qpue as empresas estão a apostar em relações laborais duradouras.
Rendimentos a subir
Acompanhando a descida do desemprego, os salários também registaram uma evolução positiva. O rendimento mensal líquido médio dos trabalhadores por conta de outrem fixou-se em 1.206 € no primeiro trimestre de 2026.
Este valor representa uma subida de 4,1% (cerca de 48 €) face ao ano anterior, um aumento que se situa acima da taxa de inflação, permitindo um ganho real no poder de compra dos madeirenses.
Comparação de subutilização do trabalho
A taxa de subutilização do trabalho — que inclui o subemprego e os inativos disponíveis — caiu para 8,5%, menos 2,7 pontos percentuais que no ano transato, confirmando que a economia está a absorver a mão-de-obra disponível de forma mais eficiente.

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