Número de dormidas cresceu 8,4% e mercado britânico perde terreno
O número de hóspedes entrados no total do alojamento turístico da Região Autónoma da Madeira (RAM) em 2025 totalizou 2 441,5 mil. Representa +9,4% face ao período homólogo.
A nível nacional, o crescimento das dormidas foi de 2,2%.
O mercado de residentes em Portugal, segundo principal mercado neste período, registou a variação positiva mais significativa face a 2024 (+33,9%).
No sector da hotelaria, o RevPAR atingiu 104,83 euros, correspondendo a uma subida de 17,2%. Quanto ao ADR, os valores foram superiores, fixando-se em 125,11 euros no conjunto do alojamento turístico (+14,5% em relação a 2024) e em 128,99 euros na hotelaria (+14,5%).
Só dezembro
Para efeitos de comparabilidade com os dados divulgados pelo INE, é necessário excluir o alojamento local com menos de 10 camas, sendo que, segundo esta lógica de apuramento de resultados, as dormidas do alojamento turístico registaram um decréscimo homólogo de 2,1%, em sentido inverso ao observado a nível nacional (+3,0%).
Em dezembro, os maiores aumentos no número das dormidas registaram-se no Centro (+8,4%), no Oeste e Vale do Tejo (+5,7%) e no Norte (+5,2%). Em sentido contrário, as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira apresentaram decréscimos de 4,5% e 2,1%, respetivamente.
A taxa líquida de ocupação-cama do alojamento turístico na Região, no mês em referência, foi de 52,8%, -1,6 pontos percentuais (p.p.) face ao observado no mês homólogo (54,5%). Por sua vez, a taxa de ocupação-quarto atingiu os 61,1% (62,6% em dezembro de 2024).
No mês de dezembro de 2025, a estada média no conjunto do alojamento turístico fixou-se em 4,70 noites (4,77 em dezembro de 2024). Os valores mais elevados continuam a ser observados no alojamento local (4,84 noites) e na hotelaria (4,67 noites), seguindo-se o turismo no espaço rural, que apresenta a estada média mais baixa (3,89 noites).
Em dezembro de 2025, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram crescimentos homólogos de 6,9% e 8,9%, respetivamente, fixando-se, pela mesma ordem, em 60,5 milhões de euros e 41,9 milhões de euros. No total do País, no mesmo mês, os proveitos totais também registaram uma variação homóloga positiva, mas de menor intensidade (+6,6%), tal como os proveitos de aposento, que evidenciaram um crescimento de 5,7%.

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