Últimas notícias

Carlos Pereira critica Secretário Regional


Carlos Pereira lança duras críticas à postura de Eduardo Jesus perante as recentes alterações no Subsídio Social de Mobilidade e às pressões das companhias aéreas.

O economista e deputado, Carlos Pereira, critica o Secretário Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, de não defender os interesses dos madeirenses no debate sobre o Subsídio Social de Mobilidade. Segundo o autor, num artigo de opinião publicado na edição de hoje do Diário de Notícias, da Madeira, intitulado "Entre a Madeira e a easyJet, Jesus escolheu rastejar", o governante terá optado por alinhar com o discurso das companhias aéreas em detrimento da defesa da Região.

Carlos Pereira argumenta que as mudanças aprovadas para o subsídio são positivas para a Madeira, destacando pontos como:

 - O fim do teto máximo elegível, assegurando que não haverá escalada de preços em períodos de grande procura;

 - A facilitação do acesso ao apoio, bastando agora a apresentação da fatura;

- A manutenção dos CTT como alternativa e a simplificação burocrática através de uma plataforma eletrónica.

O autor critica o facto de Jesus ter, alegadamente, "amplificado a falácia" da easyJet, que sugeriu que o fim do teto máximo poderia levar à redução da sua operação na Madeira. Para Pereira, esta narrativa de "medo" não tem sustentação económica, defendendo que num mercado liberalizado os preços resultam da concorrência, da oferta e da procura, e não de limites administrativos.

No texto, Carlos Pereira sublinha que o papel de um Secretário Regional não é legitimar campanhas de intimidação de empresas privadas. O autor aponta uma contradição na posição da easyJet, que, ao mesmo tempo que alertava para reduções, reafirmava a importância estratégica da Madeira e anunciava o reforço de ligações.

O autor conclui de forma incisiva, afirmando que a atuação do governante foi "fraca" e "indigna da função que exerce", acusando-o de "ajoelhar-se" perante pressões comerciais em vez de dialogar com múltiplos operadores para reduzir a concentração do mercado e proteger os cidadãos madeirenses.

Sem comentários