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Cruzeiros aumentam receita no Funchal

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O setor dos cruzeiros em Portugal atingiu um patamar histórico em 2025, num ano em que Madeira se evidenciou. 

O mercado nacional registou a preferência de 80 mil portugueses pelas férias no mar — um crescimento sólido de 7% — com o Porto do Funchal a se afirmar na dinâmica do setor, superando as suas próprias marcas de referência.

Em 2025, o Porto do Funchal não se limitou a bater recordes de tráfego; transformou a sua operação num motor financeiro vital para a economia regional.

A atividade em torno dos cruzeiros gerou uma receita direta de 62,9 milhões de euros, um salto significativo face aos 54,1 milhões registados no ano anterior.

Por outro lado, o porto registou a passagem de aproximadamente 750 mil passageiros, inseridos num movimento global (incluindo tripulações) de um milhão de pessoas. Há uma evolução de cerca de 3%.

E, pela primeira vez, atingiu- o marco de 331 escalas num único ano (um aumento de 2,5%).

De referir que o crescimento de 3% no número de passageiros face a 2024 é apenas a ponta do icebergue. A verdadeira evolução da Madeira em 2025 residiu na alteração do perfil da operação.

O número de navios que iniciaram ou terminaram as suas viagens no Funchal disparou 41%. Esta modalidade é a que mais gera valor, ao obrigar à utilização de hotéis e serviços locais.

O porto registou um aumento de 17% nas pernoitas (122 noites com navios atracados), permitindo que mais de 172 mil passageiros usufruíssem da restauração e comércio da cidade após o horário habitual de saída dos navios.

Portugal no rumo certo

O sucesso madeirense espelha a tendência nacional de 2025. O "produto cruzeiro" democratizou-se entre os portugueses, com o crescimento de 7% a ser sustentado pela diversificação de destinos (Mediterrâneo, Caraíbas e Norte da Europa) e pela facilidade de embarque em portos nacionais como Lisboa e Funchal.

A tendência de alta mantém-se firme em 2026: só em janeiro deste ano, o Porto do Funchal já registou um crescimento de 26,3% no número de passageiros face ao mesmo mês de 2025, antecipando aquele que poderá ser o quarto ano consecutivo de recordes para o setor.

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