Últimas notícias

Memória de Joaquim da Luz


A Câmara Municipal do Funchal recuperou o emblemático espaço de homenagem ao retratista Joaquim da Luz, localizado na esquina da Avenida Arriaga com a Rua Dr. António José de Almeida, também conhecida como " esquina do Apolo", junto à Sé do Funchal. 

A intervenção visou valorizar o testemunho artístico enraizado na identidade cultural da cidade, celebrando um artista que fez da rua o seu atelier e a sua galeria.

O projeto de recuperação focou-se na durabilidade e na fidelidade ao local original onde o pintor trabalhou durante décadas:

Nesse sentido, foi instalada uma placa com a imagem do artista, produzida em material resistente às condições climatéricas.

O cavalete e a estrutura de suporte em madeira foram totalmente recuperados, respeitando o modelo original.

 Além disso, foi aplicada uma base em contraplacado marítimo hidrófugo para garantir uma maior longevidade ao conjunto.

Joaquim da Luz, natural do Algarve mas radicado na Madeira desde 1987, tornou-se uma figura incontornável do quotidiano da cidade. Autodidata e defensor de que "a rua era a maior galeria do mundo", o retratista era conhecido pela sua capacidade de captar expressões e emoções sob o olhar atento dos transeuntes.

O artista viria a falecer em 2013, vítima de doença súbita, deixando um vazio no local onde, durante anos, montou diariamente o seu cavalete. Treze anos após a sua partida, esta intervenção da autarquia pretende manter viva não apenas a sua obra, mas a essência da sua presença e a proximidade que mantinha com as pessoas.

Para a Câmara Municipal do Funchal, este gesto representa o compromisso de preservar referências culturais que fazem parte da história, da vivência e da identidade coletiva da cidade.

Sem comentários