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Porto Santo de buracos


O estado da rede viária no Porto Santo está a gerar uma onda de indignação generalizada. Entre obras inacabadas, buracos profundos e remendos de cimento, quem circula pelas estradas do Porto Santo enfrenta uma autêntica gincana que coloca em causa a segurança e a economia local.

Segundo o relato do JM, grande parte das anomalias resulta das intervenções em curso no sistema de águas e esgotos. No entanto, a falta de manutenção em arruamentos que não estão em obra agrava o cenário. As Estradas Regionais 111 e 120 são os exemplos mais críticos, apresentando filas de remendos que se prolongam por centenas de metros.

Os comerciantes queixam-se não só da dificuldade de acesso dos clientes, mas também dos efeitos secundários das obras:

Quebra nas vendas: A demora na conclusão dos trabalhos afasta o público;

Poeira: A sujidade gerada pelas obras prejudica as flores à venda;

Falta de planeamento: Residentes criticam a morosidade e o facto de algumas estradas serem abertas e fechadas repetidamente. "Há uma sensação de falta de planeamento", afirmam.

Câmara desculpa-se

Perante as críticas, o Presidente da Câmara Municipal, Nuno Batista, reconheceu o incómodo causado e pediu desculpa pelo transtorno. O autarca justifica a situação com a necessidade de reparar tubagens no subsolo, mas deixou uma garantia aos porto-santenses: no final dos trabalhos, a ilha terá a melhor rede viária municipal da Região.

Para os residentes, a promessa eleitoral de novos tapetes de asfalto tarda em materializar-se, restando agora a paciência para lidar com obras que muitos classificam como intermináveis e uma falta de respeito por quem trabalha e vive junto às vias intervencionadas.

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