Miguel de Sousa defende teto máximo, mas no preço cobrado
O empresário inverteu a lógica do debate sobre o subsídio social de mobilidade, focando-se no custo final para o consumidor e na proteção dos madeirenses face às companhias aéreas.
Para Miguel de Sousa, a prioridade da mobilidade deve passar por limitar o que as operadoras podem cobrar, impedindo a escalada de preços que, na sua visão, asfixia a ligação entre a Madeira e o continente. "A mobilidade precisa de um teto máximo, mas é no roubo que praticam nos preços", afirmou, dirigindo o foco para a necessidade de uma regulação mais estrita que salvaguarde os interesses da população.
Lamentou que os madeirenses continuem a pagar as passagens mais caras do mundo proporcionalmente à distância percorrida, sublinhando que é incompreensível que uma viagem de 90 minutos custe, por vezes, mais do que um voo transatlântico. Para Miguel Sousa, esta realidade constitui uma 'fraude política' que ignora a continuidade territorial e penaliza o orgulho e a economia insular."
A par desta exigência, não poupou críticas à postura de Lisboa. Miguel de Sousa lamentou o "espírito de pobre" que considera estar a ser imposto à Região pela capital, criticando o que descreve como ataques constantes à Autonomia.

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